terça-feira, 4 de outubro de 2011

Quais os melhores caminhos para diminuir a homofobia nas escolas?

A homofobia continua presente nas escolas brasileiras e ao redor do mundo.


As salas de aula são alguns dos ambientes mais nocivos à saúde mental de homossexuais. Na infância, por inocência e com base na educação familiar, a grande maioria costuma apontar e excluir colegas homossexuais ou que tenham um comportamento diferente do que foi educado como “normal”. Na adolescência, a exclusão continua forte, podendo resultar de agressões físicas e verbais.

Os números assustadores da homofobia nas escolas brasileiras
Uma reportagem especial da Agência Brasil traz resultados de um estudo que questionou a opinião dos alunos do Distrito Federal sobre a existência de colegas homossexuais. De 10 mil estudantes, 2.780 reprovam a presença de colegas homossexuais na sala de aula, sendo que o grupo que mais rejeita homossexuais é formado por estudantes com menos de 11 anos – 50% desse grupo rejeita a existência de colegas homossexuais.

De acordo com outra pesquisa, realizada pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) em diversas unidades de ensino de todo o Brasil, aponta que na escola pública cerca de 87% da comunidade – entre alunos, pais, professores ou servidores – têm algum tipo de preconceito contra colegas homossexuais, bissexuais e travestis.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o carioca Grupo Arco-Íris lançaram este mês dois curtas onde o tema central é a homofobia nas escolas, produzidos por uma oficina de jovens LGBT“. O curta “Novamente” coloca dois casais no foco da história – um gay e um heterossexual – e analisará a receptividade dos colegas para cada um deles. Já o “Por outros olhos” mostra um universo utópico, onde só há homossexuais na escola sendo que a diferença é marcada pela presença de um menino e uma menina que se apaixonam.

Quais os melhores caminhos para um maior respeito dos alunos LGBT nas escolas?

Quais os melhores caminhos para um maior respeito dos alunos LGBT nas escolas?

Uma escola online LGBT não aumentaria a exclusão?
Com base nos EUA e lançamento previsto para 2010, a escola online LGBT é uma proposta da International Association for K-12 Online Learning (iNACOL).

O objetivo da escola é promover um ensino seguro e receptivo à diversidade sexual, já que estudos de entidades LGBT americanas apontam que, 9 entre 10 alunos com sexualidade diferente já sofreram algum tipo de assédio na escola; mais de metade contou que não se sente segura por conta da sexualidade e 32% abandonariam os estudos para evitar o assédio nas salas de aula.

Desde que o conceito foi lançado em novembro, dezenas de inscrições já foram realizadas por diversas cidades dos Estados Unidos.

A Escola Online também vai dar aulas sobre a história e o movimento LGBT.

Até que ponto é saudável ter uma escola online para alunos LGBT? A iniciativa não resultaria em mais exclusão?

Processo contra a discriminação sexual dentro da escola
Um estudante do Minnesota (EUA) realizou o sonho da grande maioria dos alunos que sofrem discriminação sexual na escola: denunciou o assédio que sofreu entre 2007 e 2008 e vai receber uma indenização de 50 mil reais.

Os professores Diane Cleveland e Walter Filson, da escola Anoka-Hennepin School District, perseguiam o aluno e faziam piadas constantes sobre a sexualidade do garoto, incentivando que outros alunos fizessem o mesmo.

Confira a reportagem “Homofobia – O preconceito nas escolas” da Agência Brasil.

Nossa redação propõe uma reflexão: preparar os professores para lidar e orientar os alunos sobre a diversidade sexual, não seria o melhor caminho? Qual o papel dos alunos LGBT nesse processo? A escola online LGBT é a melhor alternativa?

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